segunda-feira, 19 de setembro de 2011


“O relógio anunciava começo de madrugada. A xícara guardava o café frio em cima da mesa. Lá fora o vento estava forte e batia na janela fazendo as cortinas voarem pela sala. Estava tudo escuro, o unico foco de luz que se via era o brilho da lua. Ela tinha o diário em suas mãos, nele fazia alguns rabiscos confusos e escrevia palavras perdidas. Seus olhos mais uma vez denunciavam a tristeza de um coração partido, a maquiagem preta escorria pelo rosto, enquanto a manga velha da blusa se apressava em secar as lágrimas que insistiam em cair. Coitada daquela menina, que mais uma vez sofria por amor e mesmo assim, insistia em deixar-se apaixonar. Pobre daquele coração que nunca soube o que era carinho, pois nunca sentiu isso de alguém

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